Mas nem doeu. Vivenciei um coito interrompido. Fiquei algo em torno de duas horas por lá e quase não circulei. Não obstante, um alerta àqueles que ainda não vestiram plumas e paitês. Vale passar um marcador sobre alguns comentários que pipocaram:

1) 70% da diversão está sim na banda provida pela NASA, que transforma o galpão numa lan house de luxo gigante na maior parte do tempo;

2) É um ambiente ideal para a proliferação do network – algo que faço como se chupasse cana e assobiasse ao mesmo tempo. Socialização, pra mim, só a dos meios de produção;

3) Começo a duvidar que eventos de internet possam ter uma organização límpida e impávida. Se um dia eu não tiver problemas para me cadastrar, para registrar equipamento ou para achar um banheiro, vou chamar o gerente e reclamar. Afinal, um padrão deve ser mantido e eles parecem prezar bastante por isso;

4) R$3,50 a coxinha de ouro cravejada de diamantes.

Mas eu não tenho apenas comentários mezzo regulares mezzo ruins para falar de dentro do evento. Destilo meus impropérios também para um fator externo em especial.

Considerando que para ir ao trabalho eu utilizo ônibus e que de lá sai, no final do expediente, para a longínqua estação Jabaquara, fiz jus aos impostos que pago. Usei simplesmente todos os sistemas de transporte público disponibilizados ao cidadão paulista. Inclusive a até então desconhecida Ponte ORCA.

Um sinal do que seria a noite

Um sinal de que a noite não vingaria.

Já me convenci que não poderei acompanhar nenhum dos painéis que me interessavam, todos em horários impróprios para o trabalhador brasileiro. Pra mim, agora, resta checar amanhã o lançamento do livro “Tecnobrega: o Pará reinventando o negócio da música”, a fim de garantir meu exemplar, e sexta dar uma olhada em outras coisas fora do mercadinho. Já mocinho, final de semana, entre uma volta e outra, priorizarei e promoverei um estupro nunca antes visto aos limites do meu HD.

Mesmo assim, continuarei minha cobertura cara de pau do evento, tão gonza que não preciso nem estar presente para opinar e analisar. Transformei-me num comentarista de futebol que sempre é o último a ser escolhido na pelada do trabalho.

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