Via Wooster Collective.

Escreveria maravilhas sobre o vídeo e o alcance das idéias do marketing do Obama – como até já fiz em outras oportunidades. São sinceras e honestas minhas opiniões, todas exclusivas sobre a sua campanha. Mas sem o compromisso com o ofício, devo confessar aqui que na verdade Obama é meio Coca-Cola pra mim. Irrita-me o fator inquestionável que ele deixa subentendido naquele sorriso brilhante. Nego no interior do mundo (Brasil) torceu por ele, na esperança que o cara teria a manha de resolver todos os problemas do planeta! Ninguém é tão bom assim, ninguém é tão legalzão!

Assim sendo, devo dizer, gozando das minhas altas posições na meritocracia informal da internet, que o senhor Shepard Fairey caiu no meu conceito, ah! caiu sim. Quer dizer, ele é um baita artista, que fez história e será eternamente referência pra quem curte expressões artísticas marginais. Mas não imaginei que ele levaria tão a sério um momento que me parece, no fundo, politicamente estéril e turvo pela chuva de confetes que paira no ar. O que eu espero de um artista de rua é um mínimo de rebeldia e questionamento. A embalagem é linda, o cartaz é perfeito e autoral, a imagem memetizou-se, bem como toda a campanha do negão…

Mas só eu não vejo esse céu tão azul e estrelado?

Que o Banksy continue anárquico e não me decepcione:

Frase do Banksy, 2005

(Retirado da Revista Piauí, nº 26)

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